Sexta-feira, 14 de Fevereiro de 2014

Presidente em entrevista ao Jornal do Algarve

 

Divulgamos neste post as perguntas e respostas da entrevista do Jornal do Algarve ao presidente Victor Santos Correia, publicada na edição de 13-fev-2014:

 

 

1 - A JDM acaba de celebrar o seu 50.º aniversário (Novembro de 2013). Qual o balanço destes anos e como está o clube de “saúde”?

Apesar do contexto de crise económica que se tem vivido desde 2008 e que coincide com o período em que tenho sido dirigente e que antecedeu o cinquentenário, creio que podemos olhar para trás e afirmar que foi uma caminhada importante para a vida da colectividade, marcada pela resistência e recuperação.

Actualmente não temos dívidas de curto prazo e temos vindo a amortizar o passivo acumulado ou a estabelecer acordos com vista á sua regularização. Hoje se recebêssemos todos os valores que temos a crédito conseguiríamos liquidar todos os débitos e ainda criar ‘pé-de-meia’ para a gestão quotidiana.

Ao longo destes cinco anos promovemos várias acções de beneficiação e valorização de espaços do clube e ao serviço deste, adquirimos equipamentos e material desportivo. Aumentámos, diversificámos e valorizámos a oferta desportiva.

Tem sido uma caminhada difícil, mas também estimulante. É gratificante concluir que houve uma boa evolução e que o JDM hoje está melhor do que o encontrámos. Gostava, no entanto, de reafirmar aquilo que já temos dito noutras ocasiões: não apontamos o dedo ao passado mais recente ou mais distante do clube; não seria sensato avaliar decisões tomadas no passado retirando-as do contexto em que foram decididas. Cremos que cada dirigente tomou as decisões que achou mais apropriadas para o momento em que estavam em funções.

 

2 - Há quantos anos está na liderança do clube? Podia-nos falar um pouco sobre isso?

Em Agosto de 2007 integrei a V.ª Comissão Administrativa e no mês seguinte, como secretário, a Direcção que se lhe seguiu, a qual não completou o mandato, em virtude da demissão do presidente, uma vez que os Estatutos existentes na altura determinavam a queda do órgão por ocasião da renúncia do presidente. Em Setembro de 2008, fui nomeado presidente da VI.ª Comissão Administrativa, que esteve em funções durante um mês, findo o qual era eleito presidente do clube.

Fui recandidato, eleito e empossado, nos dois mandatos subsequentes: em 2010 e em 2012. Actualmente dirijo a XXVIII.ª Direcção, cujo mandato termina em Junho do corrente ano.

A minha função de dirigente tem sido exercida num período complicado. Não podemos descurar que se vive um contexto de crise, desde 2008, onde os recursos são parcos, em especial num território periférico, onde o tecido empresarial é muito ténue e vulnerável. Não obstante, o diagnóstico que fizemos quando iniciámos funções e a estratégia que desenhámos para o futuro, permitiu-nos vir regularizando a dívida acumulada, e, paralelamente aumentando o número de pessoas envolvidas no clube e valorizando a oferta desportiva. Modéstia à parte, temos consciência que, apesar das inúmeras dificuldades, temos o sentimento de dever cumprido. Desenhado todo o quadro que encontrámos e que temos vivido, é um acto de coragem fazer existir, resistir e persistir o JDM.

 

3 - Quantos sócios tem actualmente a JDM?

Em 2009, implementámos o Plano Estratégico 2009-2013, o qual preconizava, entre outros objectivos, a refiliação e renumeração de associados, a criação de novo cartão de sócio e de novos métodos de cobrança da quotização. Actualmente, temos 648 associados, em que cerca de 10% são do género feminino e 41% têm menos de 30 anos. Todos os elementos directamente ligados à nossa dinâmica são sócios do JDM.

 

4 - Quais são as infraestruturas que o clube tem?

A sede-social é um espaço arrendado desde década de 60 do século passado. O clube tinha poucos anos de existência e estava instalado num espaço exíguo. Por volta do ano 1965 ou 1966 o senhor António Albano Lopes encontrava-se a construir um edifício com uns armazéns e dois apartamentos no qual, aquando da construção, promoveu alterações unindo aquelas fracções e adaptando-as para instalar a sede-social do clube. Por seu turno, o Parque Desportivo do JDM (que integra um campo sintético e um edifício de apoio) foi doado pelo senhor António Vaz de Mascarenhas ao Monchiquense, na década de 70. Sem prejuízo dessa entrega ser do senso comum, nunca foi formalizada a escritura pública.

Há quase 10 anos, o Município no intuito de construir o Centro Escolar de São Pedro e de beneficiar os arruamentos Rua de Nossa Senhora da Conceição e Estrada de Sabóia, adquiriu à família Mascarenhas um prédio enorme que integrava também o Parque Desportivo do JDM, assim como umas parcelas cedidas à 1.ª Companhia de Monchique da Associação Guias de Portugal e ao Agrupamento 383 (Monchique) do Corpo Nacional de Escutas, para construírem as suas sedes-sociais. Foi assinado um contrato-promessa daquele terreno, tendo as três associações autorizado o negócio, com a prerrogativa do Município fazer os destaques e formalizar a entrega das parcelas aos respectivos proprietários, conforme doações anteriores e vontade expressa do senhor António Mascarenhas e, posteriormente, sublinhado pelos seus filhos. Até ao presente momento aguardamos a formalização dessa transferência.

 

5 - Que actividades oferece a JDM à população?

O JDM foi a mãe e a madrinha de praticamente todas as manifestações desportivas que foram surgindo no concelho. Algumas delas ganharam notoriedade e corpo, tendo-se emancipado e constituído como organismo associativo, como é o caso do desporto motorizado ou do karaté. Outras são hoje detidas por outras colectividades. Falo, por exemplo da ginástica ritmíca ou do atletismo.

Actualmente o clube mantém as seguintes secções a funcionar permanentemente: o futebol (a modalidade introduzida e mantida desde a fundação), o futsal e o programa “Desporto para Todos”. No futsal temos uma equipa sénior que nos representa no campeonato distrital da Fundação Inatel. Em futebol temos uma equipa sénior no campeonato distrital da 1.ª Divisão, da Associação de Futebol do Algarve, bem como Iniciados, no campeonato de 2.ª Divisão (zona Barlavento), ambas em futebol 11. No futebol 7 temos duas equipas a participar em campeonatos oficiais, ao nível regional, a saber: Infantis (sub-13) e benjamins (sub-11). Está igualmente em funcionamento o projecto “Iniciação ao Futebol”, integrando petizes (sub-7) e traquinas (sub-9), o qual já se encontra na 4.ª edição. Desde há quatro anos a esta parte temos também a funcionar a Secção de Veteranos em futebol 11.

Também com funcionamento regular temos o programa “Desporto para Todos”, que agrega os projectos “Dance Kids” e o “Fitness Class”.

Para além das actividades de carácter permanente, são desenvolvidas anualmente acções pontuais, como é o caso do Passeio Anual de Cicloturismo da Liberdade, do Troféu José Carlos Duarte (encontro desportivo de futebol de Petizes e Traquinas), do Troféu Carlos Perpétuo (torneio de futebol 7), da Taça Serra de Monchique (torneio quadrangular de futebol 11), e conferências.

Também merece registo dois eventos que desde há três anos não nos escusamos de levar a cabo: a comemoração do aniversário do clube, bem como a festa de encerramento da época desportiva, onde reunimos toda a comunidade associativa.

 

6 - Quantos praticantes?

Temos duas centenas de pessoas, de ambos os géneros, envolvidos directamente, como praticantes, na dinâmica de carácter permanente. No desporto federado os praticantes ultrapassam uma centena.

Noutras iniciativas de âmbito periódico ou ocasional envolvemos ainda um número considerável. Exemplo disso é o passeio anual “Cicloturismo da Liberdade”, realizado no dia 25-Abr, em que, nos últimos cinco anos nunca tivemos menos de 175 participantes.

 

7 - Pelo que sabemos, o programa “Iniciação ao Futebol”, lançado em 2011 tem sido um sucesso. É uma aposta ganha?

Era nossa intenção, desde início, apostar na formação e desenvolvimento na modalidade que o clube sempre promovera, o futebol. A afectação de técnicos habilitados nos escalões de benjamins a juniores, foi um passo importante que concretizámos. Entendemos que o projecto seria consolidado se fizéssemos um diagnóstico e se promovesse o desenvolvimento de competências mais cedo.

Em 2011 avançámos com o projecto Iniciação ao Futebol, abrindo portas a petizes (sub-7) e a traquinas (sub-9). Nesse mesmo ano, realizamos um encontro desportivo e estamos em condições para afirmar que foi um sucesso e que superou todas as expectativas criadas. Gostaria, no entanto de referenciar que, paralelamente ao êxito obtido e ao benefício directo para o clube, decorrente do aumento do número e da qualidade dos participantes, também mais precocemente temos ficado vulneráveis aos “caça-talentos”.

Se me permite, quero aqui lamentar que alguns clubes, ditos grandes, se mostrem tão pequenos na atitude e abordagem que têm feito a atletas do Monchiquense. Denuncio e repudio que agentes desses clubes falem e aliciem directamente as crianças e que, posteriormente, depois de as terem conquistado, dêem uma estocada final e irreversível aos pais, e, lamentavelmente, sem que em nenhum momento tivessem contactado o clube. Importa referir que a saída de um atleta num clube instalado num território periférico pode pôr em causa a manutenção de uma equipa e a prática desportiva de todas as crianças ou jovens desse escalão. Defendo o estabelecimento de parcerias entre clubes e o respeito mútuo, mas não posso, de todo, aceitar aquela atitude.

 

8 - Quais os grandes desafios da JDM para os próximos anos? Além da aposta nas camadas jovens de formação, que outros projectos existem para futuro?

Estamos a cinco meses do termo do mandato. Em Junho serão eleitos os novos órgãos sociais para o próximo biénio. Em cada novo mandato surge um novo ciclo na vida das instituições. Todavia, entendemos que não será sensato, nem viável, alterar o rumo que foi traçado. Há uma evidente aposta na oferta desportiva a públicos não abrangidos, na valorização da modalidade futebol e na consolidação de uma parceria com a comunidade, no âmbito da formação e desenvolvimento e da ocupação salutar dos tempos livres das nossas crianças e jovens.

Estamos a realizar o diagnóstico da situação existente, com vista à elaboração do Plano Estratégico JDM-2020. Estamos empenhados em definir que JDM queremos ter em 2020 e qual o percurso a traçar para lá chegar. Os próximos planos de actividades deverão vir elencar a este documento estratégico.

Sem prejuízo daquilo que o Plano Estratégico irá apontar, creio que de entre os grandes desafios do JDM para os próximos anos, destacar-se-ão, inevitavelmente, a aceitação da propriedade do Parque Desportivo e a consequente melhoria das condições físicas do espaço, quer para atletas e demais utilizadores, quer para o público em geral, numa óptica de também rentabilizar o espaço, a fim de nos auxiliar perante o quadro de despesas que aquele equipamento nos acarreta, nomeadamente ao nível da energia, do funcionamento, da manutenção e da conservação. Há obras que se impõem naquele espaço – muitas delas poderão ser soluções baratas –, quer ao nível das instalações de apoio, bancada e até mesmo da futura sede-social.

 

9 - Qual é o papel de um clube como a JDM que está inserido num concelho que sofre o drama da desertificação?

O JDM completou recentemente 50 anos de existência, assumindo-se como a colectividade de âmbito desportivo mais antiga do concelho. Temos quase 650 sócios, num concelho com menos de 6.000 habitantes. Envolvemos nas nossas actividades uma percentagem considerável das crianças e jovens residentes. Temos mais de duas centenas de pessoas envolvidas diariamente na nossa dinâmica. Perante isto, creio que o papel do JDM é muito importante.

Entendo que a estratégia que a administração central tem vindo a demonstrar ter para o interior e para os territórios de baixa densidade – nomeadamente com o
encerramento de serviços e com a introdução de normas impeditivas de construção, de desenvolvimento e de crescimento económico –, vem naturalmente agravar a situação existente, aumentar o despovoamento e a complicar a resistência e a persistência daqueles que ali se encontram estabelecidos. A prossecução dos nossos objectivos e actividades é, por isso, cada vez mais difícil e que só tem alcançado sucesso por força do envolvimento desinteressado de muitas pessoas que não querem deixar morrer uma colectividade nem testemunhar o envelhecimento e a inércia da sua terra.

 

10 - A JDM tem conseguido atrair as crianças e jovens do concelho para a prática desportiva? (disse-me numa anterior conversa que cerca de 10 por cento dos adolescentes do município jogavam na JDM. Essa percentagem aumentou?

Creio que, com a criação dos projectos Dance Kids e Dance Small Kids, esse número terá crescido substancialmente. O projecto JDM Dance Kidsconsiste na criação de um espaço para aprendizagem de estilos de dança e prática de exercício físico, onde as crianças participantes poderão experimentar e aprender diversos estilos de dança, além de poderem desfrutar de uma diversidade de experiências motoras, bem como fazer exercício físico.

Pela primeira vez, a população escolar concelhia está situada neste ano lectivo abaixo das cinco centenas. O JDM envolve, nesta época desportiva, mais de uma centena de crianças e jovens. Sendo que o público em causa é o mesmo, creio que o JDM envolve actualmente uma faixa considerável da população jovem, razão pela qual se assume como um parceiro importante da escola, da administração local e, claro está, das famílias. Os nossos técnicos e directores de cada projecto ou equipa estabelecem uma relação estreita com aquelas crianças e jovens, quadro que permite também um acompanhamento da sua situação escolar e do comportamento, quadro que tem contribuído para a valorização e desenvolvimento pessoal de cada um dos intervenientes. A nossa intervenção, tal como preconizado no plano estratégico que definíramos, constituiu-se como um complemento formativo.

 

11 - E os mais “velhos”? Também estão a aderir às actividades do “Desporto para Todos”?

Actualmente, temos dois focos que visam criar respostas para públicos com idade adulta. A Secção de Veteranos em futebol 11 tem cerca de três dezenas de participantes e no projecto Fitness Class, integrado no programa Desporto para Todos, envolvemos quase 40 participantes, todas do género feminino e com idade adulta. A criação do projecto Dance Kids e posteriormente do Dance Small Kids, veio cingir o Fitness Class às participantes com idade adulta.

Importa salientar que noutras acções de carácter periódico ou eventual também acolhemos sempre população adulta ou de escalão etário superior, nomeadamente no passeio de cicloturismo ou nas caminhadas ou passeios pedestres.

Todavia, é na Secção de Veteranos em futebol 11 e no projecto Fitness Class – que consiste na criação de um espaço para a prática de exercício físico, contemplando step, localizada, aeróbica e aulas outdoors – que nos orgulhamos de ter encontrado respostas para adultos, ou seja públicos não abrangidos pela oferta desportiva ou de exercício físico que existia.

 

12 - Em termos de resultados desportivos, quais os que merecem maior destaque?

Entendo que os resultados desportivos não se esgotam á pontuação obtida no final de cada jogo e subsequentemente à posição que se ocupa na tabela classificativa. Creio que manter e valorizar quotidianamente uma oferta desportiva a quase duas centenas de participantes, num território periférico e fortemente marcado pela interioridade, já traduz um resultado, também ao nível desportivo, de relevante importância.

Aproveito o ensejo para, no que concerne à equipa que temos no campeonato distrital de 1.ª divisão, em futebol 11, no escalão de seniores – a principal presença do clube na modalidade –, tem tido inúmeras dificuldades que passam desde logo pelo arranque tardio do projecto, pois em meados de Agosto ainda não tínhamos a confirmação do contrato de desenvolvimento desportivo, o qual era determinante para a prossecução da equipa. Lembro também que temos cada vez menos população e, naturalmente, menos jogadores residentes no concelho. Das duas épocas anteriores mantemos meia dúzia de jogadores; a equipa técnica é nova; a equipa médica é nova; temos mais dois juniores integrados no projecto; uma equipa muito jovem cuja média de idades não é mais baixa porque temos dois jogadores com mais de 30 anos. Por outro lado, gostava de sublinhar que no Monchiquense contamos com uma entrega desinteressada e abnegada dos jogadores ao projecto, caso que será único na região.

No que concerne à equipa que detém melhor posição na classificativa, saliento que os nossos Iniciados (sub-15), também em futebol 11, estão a fazer uma óptima campanha, encontrando-se em segundo lugar, estando em condições de disputar a pool e alavancar uma subida à primeira divisão distrital, facto que seria meritoso para aqueles jovens e técnicos que têm tido um trabalho profícuo. Gostava de sublinhar que aquela equipa é o resultado do investimento e da aposta que foi feita nos escalões jovens no JDM. Estes iniciados são os “escolinhas” que a minha primeira direcção apostou na época desportiva 2008-2009, pelo que os seus feitos hoje nos deixam muito orgulhosos.

 

13 - Que tipos de apoio o clube recebe?

A quotização, os resultados de eventos, os patrocínios, donativos, subsídios da administração local e os contratos-programa de desenvolvimento desportivo, têm sido os apoios pecuniários conseguidos ao longo dos últimos anos. Porém, importa sublinhar que a dinâmica associativa só tem conseguido ser alcançada por força de outros apoios imensuráveis e determinantes, decorrentes da diligente entrega de técnicos e jogadores que, abnegadamente, valorizam a nossa actividade.

Aproveito para agradecer publicamente essa sua atitude e demonstrar, como sócio e como monchiquense, a minha gratidão, naturalmente partilhada com os meus colegas dirigentes – que também se envolvem diligente e desinteressadamente na vida do clube –, enfatizando que o movimento associativo é uma manifestação da comunidade que decorre da conjugação de vontades e que atribui vida e valor aos territórios e às comunidades.

 

14 - É difícil ser-se dirigente associativo?

Na minha opinião, a função de dirigente associativo é tão fácil ou tão difícil como qualquer outra, desde que seja levada a sério. Não podemos descurar que tem implícita, à partida, uma certa carolice, contudo, uma vez no exercício de funções, é exigido que esteja habilitado. Ao dirigente associativo do século XXI é exigido um conjunto de competências ao nível da gestão estratégica, da contabilidade, da gestão de pessoas, do marketing, da organização de eventos e, claro está, outras mais relacionadas com as modalidades ou actividades nucleares que a sua colectividade promove.

Se for vivida com paixão e de forma desinteressada, mais do que difícil será, outrossim, entusiasmante e gratificante.

 

15 - Quer deixar aqui algumas palavras aos sócios e simpatizantes do clube?

Uma primeira palavra é de agradecimento aos associados do clube pelo facto de, apesar do contexto de crise, manterem a quotização regularizada e de nos apoiarem na dinâmica do clube. a sua postura foi determinante para o sucesso obtido. De há quase seis anos a esta parte, todos os dias, salvo raras excepções, entrei na sede-social do clube e ali atribui ao JDM, em média, duas a três horas do meu tempo. Muitas vezes senti a minha vida confundida com a vida do clube. Creio que dei o que pude e que terei dado um contributo singelo para a causa, mas forte e desinteressado da minha parte, razão pela qual me sinto honrado por este período e com o sentimento de dever cumprido.

Sem me delongar mais, gostava de apelar ao maior envolvimento do colectivo dos sócios e da população em geral na vida do clube, no apoio às equipas e na participação nas actividades. Vem aí um novo mandato e é importante que os sócios estejam em efectividade de funções, no maior número possível, valorizando esse momento e dando uma fôlego maior ao ciclo que aí se iniciará.

Quero também deixar uma palavra de agradecimento ao Jornal do Algarve pelo inestimável contributo para a divulgação da acção do JDM e de sensibilização dos seus leitores para a existência, a resistência e a persistência de colectividades em territórios marcados pelas problemáticas da interioridade e da periferia, bem como para a importância inegável que esse movimento associativo tem para as comunidades onde estão inseridos.

publicado por jdmonchiquense às 23:47
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Sábado, 2 de Junho de 2012

Monchiquense na Rádio Fóia

A convite da Rádio Fóia, o presidente do JDM, Victor Santos Correia e o treinador da equipa de seniores Marco Rocha Silva, estarão hoje presentes no programa Fóia Desporto.

 

 

A entrevista será transmitida em directo, a partir das 17h00, na frequência 97.1 FM, podendo também ser seguida na internet através do site http://radiofoia.com.sapo.pt/.

publicado por jdmonchiquense às 13:11
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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

Presidente em entrevista (Jornal Monchique)

O presidente do JDM, Victor Santos Correia, foi entrevistado pelo Jornal de Monchique, na edição de Janeiro. A seguir transcreve-se toda a entrevista:

 

Há quantos anos é que existe o clube?

VS: O Monchiquense faz este ano 49 anos de existência. Foi fundado a 14 de Novembro de 1963 e os estatutos foram publicados a 28 desse mesmo mês. Terá havido uma reunião com 14 cidadãos monchiquenses nos últimos dias de Setembro daquele ano, onde tomaram essa decisão de fundar o clube. Determinaram os sócios, na altura, que a data da fundação não fosse nem essa de setembro nem a de 28, mas sim a data do despacho, o 14 de novembro.

 

E quem ficou designado para ser o primeiro dirigente?

VS: O primeiro dirigente do clube foi o sr. Artur Caçorinho, que fazia parte desse grupo dos 14. Na primeira ata da Assembleia Geral consta que ele é o dirigente, mas não sei qual foi o processo de escolha porque, na altura, creio que só fizeram com base nos 14.

 

Dr. Victor Santos Correia, Presidente do JDM 

 

E quais foram os objetivos que estiveram na base aquando da sua criação?

VS: Aquilo que consta na primeira ata tinha a ver com a dinamização sociocultural e desportiva do concelho de Monchique. O clube, durante algum tempo, dedicou-se essencialmente ao futebol. Mas acabou por introduzir, em Monchique, também todas as modalidades desportivas que foram acontecendo por cá e algumas delas que foram ganhando notoriedade e algum peso, acabaram por dar lugar coletividades somente dedicadas a essas especialidades. Falo, por exemplo, do BTT e do desporto motorizado. O Monchiquense ainda fez perícias automóveis com os mini morris. Após isso surgiu o Monchique Montanha Clube. O karaté também foi integrado numa academia própria que veio desenvolver e aprofundar essa modalidade.

 

E esses objetivos ainda se mantêm ou com o passar do tempo têm sido alterados?

VS: Recentemente fizemos uma alteração estatutária. Não obstante, o objeto social mantivemo-lo. Entretanto, definimos uma estratégia associativa para o clube, assente no diagnóstico da colectividade e do território onde estamos inseridos, tendo elaborado linhas de orientação estratégica que respondem e respeitam esse objeto social. Portanto, definimos a visão e a missão, assim como os objetivos estratégicos para o clube. Entre cada um deles, estabelecemos programas que estamos a desenvolver com várias ações que não se esgotam só ao futebol.

A visão estratégica do monchiquense é «desde 1963 a promover o desporto em Monchique», enquanto que a missão é «mais JDM, mais juventude, mais desporto, mais monchiquense». Os objetivos passam por promover a reorganização interna do clube, através da atualização estatutária, do estabelecimento de regras de funcionamento e da modernização da estrutura organizacional; por promover a melhoria de instalações, de equipamentos e de infra-estruturas, através de ações de reparação, de beneficiação e valorização de equipamentos e espaços; por diligenciar o estabelecimento de parcerias para a comparticipação dos custos da atividade e aplicar e desenvolver outros recursos que tenham em vista ao passivo acumulado, assim como garantir uma condição estável a nível económico e financeiro para dar resposta às atividades quotidianas e futuras; por consolidar a aposta na formação desportiva e na modalidade de futebol, isto nas vertentes de futebol 3x3 e 5x5, para petizes e traquinas, e também no futebol de 7 e de 11, bem como a criação de um centro de formação e desenvolvimento de crianças, de jovens e de adultos, e por último o aumento a oferta desportiva através da implementação de novas modalidades coletivas e individuais, de modo a servir novos públicos não abrangidos, bem como melhorar a oferta já existente.

Aqui sublinhava só um aspecto: nós não encontramos nos outros clubes do concelho um motivo para competir, mas sim para aumentar a oferta desportiva e contribuir para a sua diversidade. Aliás, o programa que desenvolvemos, "Desporto para Todos" e o projeto "Monchique Passo-a-Passo", que preconiza as caminhadas, foram ao encontro de públicos que não estavam abrangidos. O “JDM Fitness Class” tem atualmente quase cinco dezenas de formandas, as quais careciam de oferta desportiva.

 

Qual a modalidade que mais se destaca do vosso clube e que outras atividades relevantes têm desenvolvido ao longo destes anos?

VS: O futebol foi sempre a atividade que se manteve em todos os anos desportivos no clube. Durante algum tempo houve uma maior atenção para o futebol sénior. Mas o que nós temos vindo a fazer, ao longo destes quase quatro anos, tem sido uma melhoria da oferta desportiva no domínio do futebol, e temos procurado consolidar o projeto de forma a que nos próximos anos seja possível fazer equipas, no escalão sénior e júnior, com jovens que sejam produto da formação desportiva que nós temos desenvolvido. Atualmente, isso já é possível fazer com jovens da terra. Aliás, na equipa sénior com 24 elementos, temos apenas cinco que não são de Monchique. Portanto, há um novo paradigma no clube, no que concerne ao futebol, e por isso, temos tido grande atenção neste domínio.

Para além disso, também temos desenvolvido outras ações. O projeto "Desporto para Todos" foi à procura de públicos não abrangidos, no âmbito do fitness e das caminhadas. Recordo a subida à Picota, que foi feita em Maio do ano passado, e a caminhada que fizemos no âmbito do Monchique Passo-a-Passo, no Dia Mundial do Coração.  Temos feito ainda algumas conferências sempre relacionadas com desporto e com saúde. A primeira foi sobre obesidade infantil, a segunda sobre desporto e saúde, e a última, no ano passado, sobre estilos de vida saudáveis. É uma área que não tinha sido ainda explorada, nem no Monchiquense, nem noutro clube. Temos também um outro projeto que se chama "Brincando e Aprendendo", cujo intuito é procurar fazer um diagnóstico a fim de sabermos se há público interessado e há algumas competências no âmbito do voleibol, do basquetebol e do andebol.

Contudo, a situação financeira não tem permitido que conseguíssemos ainda implementar este projeto. Fizemos apenas uma primeira edição no âmbito do andebol, em que trouxemos a Monchique um jogo oficial do escalão de juvenis de andebol, um protocolo com a Associação de Andebol do Algarve. No entanto, foi apenas uma pedrada no charco, porque ainda não conseguimos fazer mais nenhuma ação neste ramo. Tudo isto tem custos e de facto ainda não o conseguimos implementar.

Ao longo deste período, temos feito algum trabalho para  verificar como é que conseguimos encontrar outras parcerias, outras fontes de financiamento, para fazer face ao passivo que tínhamos e a outras atividades. Temos de procurar, nas atividades novas, a forma de se pagarem a si próprias. Já conseguimos reduzir o passivo para cerca de metade, e hoje se arrecadássemos toda a receita pendente conseguiríamos liquidar todo o passivo acumulado, pois já está controlado. Tem sido feito um esforço de controlo de custos, de contenção de despesa e, desta forma, sem arrecadar toda aquela receita – que já assume um valor considerável – não conseguimos avançar com algumas atividades que vão ao encontro daquilo que nós definimos como estratégia para o Monchiquense.

 

Carlos Penteado (Iniciados Sub-15), lutando pela redondinha.

 

O clube tem tido apoios? Que entidades vos têm apoiado?

VS: Temos um contrato-programa de desenvolvimento desportivo celebrado com o Município de Monchique para a época desportiva 2010-2011, prorrogável até 31 de dezembro de 2011. Contudo, desse contrato-programa estão ainda por receber cinco mensalidades de três mil e 500 euros cada. Solicitámos uma prorrogação até ao mês de junho deste ano, quando termina a época desportiva, por forma a fazer face a alguns custos que nos foram surgindo pelo não pagamento atempado das taxas junto da Associação de Futebol do Algarve. Atualmente temos uma dívida a esta entidade de cerca de cinco mil euros, o que compromete um pouco a nossa dinâmica, também, no âmbito do futebol.

Temos recebido subsídios distribuídos pelas freguesias de Monchique e de Alferce e receita proveniente de algumas atividades, de eventos socioculturais no concelho, de exploração de bares, da Feira dos Enchidos, da Feira do Presunto, do bar das piscinas, entre outras.

O futebol é a atividade talvez mais cara. Posso só referir que um jogo sénior custa no mínimo 300 euros por cada jogo que se faz em casa, enquanto equipa visitada. Só em lanches de um sumo e uma sandes, que damos a cada elemento da equipa, anda à volta dos 100 euros, por fim-de-semana. São custos elevados que o clube tem e que de facto a nossa dinâmica não consegue arrecadar receita, em especial quando se vive num contexto de crise.

Outro apoio que tem sido muito importante e que aumentou substancialmente foi a cobrança da quotização. Houve sócios que não pagavam quotas havia algum tempo e fizeram-no. Para nós, dirigentes, acaba por ser alguma perceção de concordância com a aposta que tem sido feita e que tem sido desenvolvida.

 

E quantos atletas é que o clube tem?

VS: Atualmente, no âmbito do futebol temos 93 atletas federados. Porém, a eles devemos juntar alguns que ainda não estão federados, nomeadamente nos escalões de benjamins A e B, onde faltam inscrever alguns atletas, bem como no escalão de iniciados e no programa de iniciação do futebol. Portanto, dará um universo de 133 atletas. Somando a estes, temos 35 veteranos, 30 adultos, que estão envolvidos enquanto técnicos e delegados, um médico e um fisioterapeuta. São 199 pessoas envolvidas diretamente com o futebol.

No âmbito do fitness, temos um técnico principal, um técnico assistente e depois cerca de cinco dezenas de formandas. No total, o Monchiquense tem atualmente cerca de 250 pessoas envolvidas diretamente com as atividades permanentes. Numa conferência ou numa caminhada não conseguimos contabilizar as pessoas que participam, porque aí é de portas abertas.

Há um aspeto que gostava de referenciar que é um caso inédito no Algarve. Atualmente, e no monchiquense, é um caso novo e decorre no novo paradigma do clube. Todos os atletas da equipa sénior não auferem qualquer retribuição por jogar no Monchiquense nem por treinar. Há uma entrega abnegada, desinteressada ao clube e onde as cores do clube são honradas. A par deles, também os técnicos não auferem qualquer renumeração por estar connosco. Só temos duas pessoas renumeradas no clube e são dois contratos de prestações de serviços. Um é com o fisioterapeuta e outro é com uma contabilista que nos está a dar apoio para a adequação ao sistema de normalização contabilística. Temos feito um esforço para implementar contabilidade organizada no monchiquense, que até então não existia. Nós quando entrámos no clube, criámos centros de custo e já estamos a adequar toda a documentação contabilística ao sistema de normalização. Para além destes temos também um contrato emprego-inserção com uma pessoa que é beneficiária do rendimento social de inserção que tem estado a colaborar connosco, na qual o JDM tem uma comparticipação financeira reduzida. Essa pessoa trata das tarefas da lavandaria, da limpeza e do tratamento do equipamento. 

 

De todos estes atletas, qual é o que se destaca mais ou que tem dado destaque ao clube?

VS: Essa pergunta é um pouco complicada de responder. Em especial para um membro da direção que costuma acompanhar, tanto quanto possível, todas as equipas e dar-lhes atenção. Talvez a equipa que dê menos atenção seja a equipa dos veteranos, porque têm uma autonomia, apesar de estarem ligados ao clube, como é óbvio, e de ali se agrupar as antigas glórias do Monchiquense. Tenho acompanhado todas as equipas, tanto quanto possível. Aos fins-de-semana divido-me quase sempre um pouco por todos os jogos, porque não consigo assistir a todos, inclusive quando são à mesma hora. Desta forma apoio os meus colegas de direção para a área sénior, Rui Inácio, e, para os escalões juniores, Paulo Alves.

Não obstante, eu personalizava se calhar no capitão da equipa sénior, o Bruno Salvador, por ser uma pessoa que tem um amor ímpar ao clube e que contagia todo o resto da equipa. Tal é essa dedicação que nenhum deles exigiu qualquer retribuição pela sua prestação na equipa sénior. Depois também referenciava o Carlos Penteado, que joga na equipa de iniciados, por ser o jogador que tem sido convocado para a seleção distrital de sub-13, derivado das suas competências e da sua qualidade como jogador. Penso que personalizava nesses dois, mas qualquer um deles que veste a camisola do monchiquense merecia referência.

 

Relativamente à prática desportiva, como é que o clube gere os espaços com outras colectividades e actividades?

VS: O monchiquense tem uma ocupação total ou quase total do campo de jogos. Às vezes até é difícil de conseguir conciliar com as várias equipas. À quinta-feira, por exemplo, é um dia que temos cinco equipas naquele espaço. Penso que se fez uma gestão muito cuidadosa e com manifesto respeito uns pelos outros. Há uma entreajuda exemplar, senão tornar-se-ia um pouco complicado, porque essa gestão foi mesmo feita com pinças.

Todas as entidades e até grupos informais que nos têm solicitado a disponibilidade do campo, nós, de acordo com a nossa ocupação e desde que não interfira com os jogos oficiais, temos cedido. Até já o fizemos também a outros clubes que, não tendo campo para jogar, solicitaram o nosso.

Temos procurado que o campo não seja utilizado nunca depois das 17:30 horas, em especial agora neste período, pois há a necessidade de ligar a iluminação e torna-se muito dispendioso todos os dias em que temos de ligar por causa dos treinos. O consumo de energia é elevadíssimo e, depois de termos feito uma reparação nas torres, condensadores, ignitores, lâmpadas e projetores, na ordem de quatro mil euros, a fatura da EDP aumentou significativamente. Esta já passa dos mil euros e também estamos assustados com o aumento que aí vem, o que é que poderá ainda ocorrer. Portanto, estamos a tentar fazer com que haja poucas ocupações depois das 17:30 horas. Só se não o conseguirmos impedir. Até com as nossas equipas temos feito o desencontro de jogos para que isso não ocorra. Se for uma vez por acaso também não nos compromete muito.

O parque desportivo do Monchiquense foi um território que foi oferecido pela família Mascarenhas ao Monchiquense, há muitos anos. Mais recentemente, em 2005, foi celebrado um contrato de promessa de compra e venda do Município de Monchique de todo um prédio, onde também se integrava o campo de jogos e zona envolvente. O Município pretendia fazer o centro escolar e, destacar e transferir a parcela contendo o campo e zona envolvente a favor do Monchiquense e outra a favor da paróquia. O JDM manifestou concordância. Até hoje, não foi feita a transferência para nós. Não obstante, há também ainda um documento que carece da validação em Assembleia Geral do Monchiquense. Trata-se de uma cedência de utilização ao Município de Monchique, o que nos "obriga" a permitir que outras entidades e o próprio Município, sempre que necessite e desde que não interfira com a nossa dinâmica, possa utilizar aquele espaço. Nós estamos a elaborar um regulamento que preconiza isso mesmo, mas continuamos à espera que o Município transfira, de acordo com o contrato de promessa, para nossa propriedade esse espaço para melhor validarmos e até  corrigirmos uma lacuna que está nessa declaração de cedência ao Município.

 

Infantis (Sub-13) - Campeões do Torneio Complementar da AF Algarve - 2010-2011 

 

Tendo em conta a atual conjuntura económica mundial, que perspetivas futuras é que o clube tem?

VS: Há alguns projetos que nós estamos a inscrever no plano de atividades, mas com algum cuidado, porque infelizmente parece-nos que, à primeira vista, com a atual conjuntura não são de fáceis de executar. Mas, com a gestão que tem vindo a ser feita e se conseguirmos arrecadar toda a receita que está pendente e também a prorrogação do contrato do programa de desenvolvimento desportivo, que solicitamos, cremos que será possível executar os projetos que delineámos.

Faço destaque essencialmente ao programa "Sócios", que tem a ver com a emissão dos cartões para aqueles que ainda não têm o novo cartão e com a cobrança da quotização, que tem sido um importante contributo para a nossa dinâmica. Outro objetivo é conseguirmos executar o programa de reorganização interna, que tem a ver com o enquadramento contabilístico e com a criação do regulamento, que há pouco falava e o revitalizar a sede social. Penso que as ações que estão previstas com a ajuda de sócios, e com algum apoio financeiro, conseguiremos também valorizar os espaços e otimizá-los para podermos abrir a sede aos sócios e colocá-la funcionamento. É também possível prosseguir com o programa de beneficiação do parque desportivo. Refiro que aqui fizemos, para além do arranjo nos balneários e no edifício de apoio à manutenção do campo, a beneficiação da iluminação, a criação de galerias para as balizas, a reparação das patologias nos sistemas de rega, o desmatamento, entre outros, foi um investimento de cerca de oito mil euros. O que ainda temos para fazer são questões de menor custo.

Penso que no programa "Desporto para Todos" também conseguiremos prosseguir com o “JDM Fitness Class” e o “Monchique Passo-a-Passo”, porque são projetos que se pagam a si próprios. Para além destes, o programa "Brincando e Aprendendo" no âmbito do basquetebol, andebol, voleibol que, com entreajuda das associações regionais e alguns apoios pontuais, penso que também será possível executar. O programa Verão JDM, para este ano, prevendo os bailes do clube da bola e os torneios de verão também são atividades que acabam por se pagar a si mesmas e que serão exequíveis.

Quanto ao futebol, quer na iniciação ao futebol, para petizes e traquinas, quer na manutenção das equipas que temos atualmente e em todos os escalões de juniores, dependemos muito do contrato de programa desportivo. Se o tivermos prorrogado e se formos arrecadar toda a receita que está pendente, eu acho que conseguiremos executar o nosso plano de atividades. Só a título de curiosidade, o nosso orçamento da receita previsto é de 87.265 euros, em que 42 mil euros é o valor do contrato-programa desenvolvimento desportivo. Portanto, o apoio do Município acaba por ser inferior a 50 por cento da receita que nós estamos a estimar. Atualmente já não dependemos só da subsidio-dependência, vivemos também de atividades próprias, de outros parceiros, de outros apoios, o que prova que já houve aqui algum trabalho nesse sentido e que estamos a ir à procura de outras fontes de financiamento. Sem descurar, no entanto, que o movimento associativo acaba por ser um parceiro importantíssimo da administração local, regional e central, no âmbito da ocupação dos tempos livres da população. Pelo que deverá haver, da parte da administração, um apoio financeiro ao desenvolvimento das actividades.

 

Enquanto dirigente desportivo, que balanço é que faz do clube?

VS: Fazer esse balanço é sempre difícil. Por duas razões: Primeiro, não partimos do zero e segundo porque acho que não é muito sensato sermos os próprios a avaliar a nossa atividade. Quem está do lado de fora é que o deve fazer esse balanço. Mas neste período, uma vez que conseguimos controlar o passivo, atendendo a que hoje se fosse arrecadada toda a receita que está pendente seria possível liquidar todo o passivo, e tendo presente que conseguimos aumentar, melhorar e diversificar a oferta desportiva do clube, eu penso que o balanço é positivo. Mas, reitero, quem está de fora e mais atento é que deve fazer essa avaliação. Não é muito sensato sermos nós a avaliar. 

 

Há quanto tempo é que dirige o clube?

VS: Desde 2008. Eu sou sócio desde 1993. Em 2007, fui convidado para integrar uma lista para a direção do clube. Integrei-me nessa lista e nessa direção. Aliás comecei por uma comissão administrativa, em 2007. Depois houve lugar a eleições e integrei a direção subsequente e esta funcionou durante sete, oito meses. A seguir dirigi uma comissão administrativa e a direcção que se lhe seguiu. Tomei posse, como presidente, a 30 de setembro de 2008 e em segundo mandato a 27 de junho de 2010. Termino o meu mandato, no próximo dia 27 de junho deste ano.

                      

Márcio Duarte (Mátu) e João Liberal (Libras) - Seniores 2011-2012

 

O que o levou a ser dirigente de uma associação desportiva?

VS: Eu desde muito cedo que tenho estado ligado ao movimento associativo. Desde os meus 14 anos.

Por ordem cronológica, fiz parte dos órgãos sociais da DanciArte, e do Clube Desportivo e Recreativo da Pedra Mourinha, fiz parte da Associação de Estudantes da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, depois fui presidente da Casa do Povo de Alferce, presidente da Associação Académica do ISMAT (na altura ISMAG/ISHT do Algarve), secretário da Academia de Karaté de Monchique, secretário da Associação dos Bombeiros Voluntários de Monchique. A seguir fui fundador da Associação de Antigos Alunos da Universidade Lusófona Algarve (AAAULA), que representa também os diplomados pelo ISMAT, à qual ainda presido. Depois ingressei nesta direção a convite do Monchiquense.

No âmbito desportivo, tinha tido umas luzes. Fui apenas vogal da direcção do CDR Pedra Mourinha. Tinha um diminuto conhecimento sobre o movimento associativo desportivo, mas acho que aprendi muito neste período e creio que acabou por contribuir para mudar um bocadinho o tal paradigma que há pouco falávamos. Interpretei o funcionamento do movimento associativo desportivo e fez-me alguma confusão o facto de em futebol amador haver salários, haver retribuições a jogadores. Isto um pouco por todo o Algarve. Em especial quando a conjuntura económica está complicada. Recordo que tomei posse em finais de 2008, já a crise económica de 2008 tinha estalado, e achava estranho como é que ainda havia condições para pagar, e até de uma forma menos correta, a jogadores, a treinadores, com condições económicas já complicadas. Estabeleci um compromisso com os meus colaboradores e os meus jogadores de nos dedicarmos de uma forma abnegada ao projeto. Fomos únicos em 2008, em 2009, em 2010, em 2011, e agora começam alguns clubes a pensar em fazer o mesmo. Hoje, se todos os outros clubes já apostassem do mesmo modo que nós, estavam de alguma forma a valorizar o futebol amador. Acho que esses pagamentos não são muito corretos, em especial quando não há condições, porque os passivos ficam para novas direções que apareçam. Se adoptassem o modelo de gestão que o JDM tem isso inibi-los-ia de fazer negócios menos nobres. Se assim fosse, o Monchiquense talvez não tivesse apanhado campos inclinados e hoje talvez estivesse numa melhor posição. 

Contámos sempre com os nossos colaboradores e os nossos técnicos, porque os titulares de cada equipa técnica são indivíduos com formação académica na área e somos talvez o único clube que garantimos isso. Também temos feito parcerias com eles próprios em trabalhos académicos, quer no âmbito de mestrados, quer trabalhos de licenciatura para alguma disciplina, e alguns deles já foram publicados. Não vi também os grandes clubes fazerem isso. Andam com outras apostas.

 

Tendo em conta que é dirigente de uma associação de cariz desportivo, qual é o seu desporto favorito?

VS: Eu no outro dia numa brincadeira dizia que era o monchiquense que mais desporto fazia e depois corrigi para promovia. Estar à frente de uma instituição, e por isso mesmo, na ausência de toda a direção, sou eu que represento o clube e acabo por ser o individuo que envolve 250 pessoas diretamente com a dinâmica desportiva. Mas o meu desporto não é esse. O meu desporto preferido é a leitura. Um dia, quando tiver mais tempo, hei-de dedicar-me à prática desportiva.

 

E qual é a modalidade escolhida?

VS: Basquetebol, talvez pela estatura física e porque foi uma modalidade que sempre gostei. O futebol gosto de ver. Aliás, eu com o desporto é como com a música. Gosto de tudo um pouco, mas preferia o basquetebol.  

 

Aproveitava para agradecer aos indivíduos que estão envolvidos diretamente e indiretamente com o Monchiquense, colegas dirigentes, técnicos, colaboradores, jogadores, sócios e adeptos. Gostava de agradecer a sua disponibilidade e a sua entrega ao clube e o muito que têm contribuído para o manter e que está quase a fazer 50 anos. Queria também agradecer a todos os sócios que têm também com a quota mostrado apoio à direção para prosseguirmos com esta dinâmica e todos os dias valorizar o clube que aqueles magníficos 14 entenderam criar. Uma palavra de agradecimento para todos eles. Uma palavra muito especial para aqueles que lidam com o facto de os seus pares noutros clubes serem renumerados para fazerem pior do que eles fazem. Um obrigado também ao Jornal de Monchique por nos disponibilizar e nos acolher com uma rubrica.

 

 

publicado por jdmonchiquense às 01:39
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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2011

Luís Inácio em entrevista

 

FICHA BIOGRÁFICA

Nome completo:

Luís Carlos Benedito Inácio

Idade: 28 anos

Profissão/habilitação académica:

Licenciado em Educação Física e Desporto pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT) e Curso de Especialização Pós-Licenciatura em Treino do Jovem Atleta pela Faculdade de Motricidade Humana (FMH-UTL). Técnico Superior de Desporto no Município de Monchique.

Na época 2010-2011:

Foi treinador de Iniciados, em Futebol 11.

 

 

 

ENTREVISTA:


Há alguns anos e após regresso a Monchique, após ter terminado a licenciatura na área do Desporto, tem estado ligado ao JDM na condução e orientação técnica de equipas nos escalões de formação. Quer partilhar connosco que curso frequentou, a universidade e como tem sido essa experiência de técnico de futebol?

Frequentei o curso de Educação Física e Desporto, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. A experiência tem sido, a todos os níveis, muito positiva, principalmente, pelo facto de poder contribuir para o desenvolvimento pessoal/desportivo dos jovens da nossa terra, assim como, poder levar o nome de Monchique a outros pontos do país. A nível pessoal tem contribuído para o meu crescimento profissional, dotando-me de experiência e competências que só se adquirem no chamado "trabalho de campo".

 

Entende que as competências adquiridas no curso superior o prepararam para o comando e a orientação técnicos de uma equipa?

Sem sombra de dúvida que é um grande contributo! Providencia-nos ferramentas fundamentais, visto a nossa área ser caracterizada pela multidisciplinaridade. Temos de possuir conhecimentos relativos à modalidade (o Futebol), à metologia de treino inerente, psicologia, gestão de recursos humanos, etc. Todavia, se pretendemos qualidade no nosso trabalho, não nos podemos cingir áquilo que nos foi ensinado na faculdade. A nossa área está em constante evolução e temos de apostar numa formação contínua de forma a estarmos actualizados e aptos a responder da melhor forma aos desafios que nos surgem.

 

É difícil conciliar a vida profissional com a função de treinador?

Até ao momento - vou iniciar o sexto ano como treinador - tem sido compatível, na medida em que, os horários têm permitido a conciliação das duas actividades.

 

Enquanto agente desportivo, antigo jogador de futebol e com formação na área do desporto, certamente tem algum clube de preferência. Qual é o seu clube preferido? E ídolos, tem algum?

Tenho dois clubes de eleição: Sport Lisboa e Benfica e Juventude Desportiva Monchiquense, mas apenas sou sócio de um, do JDM. Enquanto jogador, a minha formação foi feita, maioritariamente, como avançado, pelo que, identificava-me mais com jogadores da mesma posição. Tinha predilecção pelo Ronaldo (o brasileiro apelidado de "Fenómeno") e pelo Nuno Gomes.

 

Na época 2010-2011, sob o seu comando técnico a equipa de Iniciados participou no campeonato distrital e em torneios complementares. Quer falar-nos dessa experiência e avaliar a época?

Foi a minha primeira época no futebol de 11 e saldo por positiva a experiência. Julgo, em conjunto com o meu colega de equipa técnica Cláudio António, ter contribuido para a evolução positiva das competências futebolísticas dos jovens que integraram o plantel, assim como, ter passado valores sociais que considero fundamentais. Os objectivos estabelecidos no início da temporada foram concretizados e julgo que dignificámos o nosso clube e a nossa terra onde quer que tenhamos jogado.

 

  

Recentemente foi-lhe novamente endereçado o convite para continuar ligado ao JDM e para a condução de uma equipa no Futebol 11. O que é que pretende imprimir nessa função?

Dar continuidade ao que de bom foi feito na época transacta, corrigir o que diagnostiquei como menos positivo e elevar a fasquia ao nível da exigência, tanto relativamente ao mim, como aos jogadores.

 

A criação de equipa de pré-escolas, a conquista de lugares nunca alcançados em escalões de formação, a participação em torneios de âmbito nacional, o estabelecimento de um relacionamento interpessoal inestimável com as suas equipas de jogadores, o notável percurso das suas equipas. Quer partilhar connosco qual o segredo para conquistar a atenção e apoio da Direcção às suas ideias e o segredo para o sucesso?

Não há segredo. Um conjunto de factores contribuiu para estes resultados: trabalho de equipa a nível técnico, primeiramente com o meu colega Carlos Almeida e depois com os meus colaboradores ao longo dos anos - José Paulo Crispim, Luís Silva, Emanuel Domingos, Cláudio António - muito apoio por parte da Direcção, acompanhamento dos pais dos jogadores e claro, porque são eles os actores principais, a qualidade dos jogadores!

 

Qual é a sua opinião sobre a estratégia associativa imprimida nos últimos três anos no JDM?

Classifico como muito positiva. A aposta na formação - e os meios que tem colocado ao dispôr para tal fim - a "devolução" do JDM aos monchiquenses - através da revitalização do sentimento de ser sócio do clube e da aposta em monchiquenses na constituição da equipa sénior - e a reabilitação das infraestruturas do clube são aspectos que me fazem atribuir classificação positiva à Direcção.

  

 

Complete a frase:  «Na próxima época vou… dar o meu contributo para que o clube continue a crescer e continuar a trabalhar para que a equipa onde tenho influência mais directa, seja motivo de orgulho para Monchique.

 

 

Que mensagem quer transmitir aos colegas, jogadores e técnicos e aos nossos visitantes do blog?

Que cada um se esforce ao máximo no cumprimento das suas funções, mas que se lembre sempre que estamos num desporto colectivo e como é apanágio neste tipo de desportos, o esforço colectivo contribuirá para melhorar de forma significativa a dinâmica do clube. Relativamente aos visitantes, que continuem a visitar o nosso blog para estarem a par das novidades do clube e, sempre que possível, compareçam nos jogos para apoiar as nossas equipas, ou participem nas iniciativas promovidas pelo JDM.

 

publicado por jdmonchiquense às 00:10
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Quinta-feira, 1 de Setembro de 2011

Zé Diogo em entrevista

 

FICHA BIOGRÁFICA

Nome completo:

José Diogo Justino Fernando

Idade: 14

Profissão:

Estudante. Concluiu o 7.º ano de escolaridade.

Na época 2010-2011:

Integrou a equipa de Iniciados do JDM, em Futebol 11. Joga na posição de defesa central.

 

  

 

Qual é o teu clube preferido?

Sport Lisboa  Benfica.

 

Qual o teu ídolo do futebol?

 Fernando Torres.

 

Como avalias a época 2010-2011?

Foi uma época boa,estive algum tempo parado devido a uma lesão mas também tenho a consciência que podiamos ter ficado mais bem classificados se não fossem factores externos.

 

Como vai a escola?

Penso que vai boa passei para o oitavo ano apenas com 1 negativa que não queria ter tido.

 

Qual é a tua disciplina preferida?

 Educação Fisica.

 

Completa a frase:

Na próxima época vou… fazer tudo o que poder para melhorar o meu desempenho e fazer o possivel para estar ao nivel de qualquer desafio.

 

Que mensagem queres transmitir aos nossos visitantes do blog?

Apoiem ao maximo este pequeno clube mas com uma uma grande vontade de vencer e de mostrar que o nosso clube é tão forte ou ainda mais do que qualquer outro.Sendo assim deixo um abraço aos nossos apoiantes.

 

publicado por jdmonchiquense às 00:09
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Terça-feira, 30 de Agosto de 2011

Beatriz Olivença em entrevista

FICHA BIOGRÁFICA

Nome completo:

Beatriz Isabel da Silva Olivença 

 

Idade: 13 anos

Profissão/habilitação académica:

Estudante.

Na época 2010-2011:

Integrou a equipa de Infantis do JDM, em Futebol 7. Joga na posição de lateral. Sobre este assunto, refere que «se o mister me meter a central, médio ou até avançado é la que tenho de jogar =)».

 

 

 

 

Qual é o teu clube preferido?

JDM claro, mas em seguida gosto bastante do Barcelona, tem uma qualidade a jogar inigualável, não se encontra em mais equipa nenhuma.

 

Qual o teu ídolo do futebol?

Xavi e A.Iniesta

 

Como vai a escola?

Neste momento encontro-me de férias mas correu bastante bem.

 

Como avalias a época 2010-2011?

Foi bastante boa, para mim a última infelizmente :'(

 

Qual a disciplina que mais gostas?

Educação física.

 

Completa a frase:

Na próxima época vou… com muita pena minha não vou puder continuar a integrar as equipas do JDM. :'(

Não queria desistir do futebol mas ... vai ser complicado .

 

Que mensagem queres transmitir aos nossos visitantes do blog?

Façam o que fizerem não desistam dos vossos sonhos. Pode ser difícil lutar por o que querem, é verdade, mas se não tentarem nunca os irão alcançar. Lutem =)

 

publicado por jdmonchiquense às 00:58
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Sexta-feira, 19 de Agosto de 2011

João Liberal em entrevista

 

FICHA BIOGRÁFICA

Nome completo:

João Pedro de Ventura Guerra Liberal

Idade: 23

Profissão/habilitação académica:

Licenciado em Educação Física e Desporto.

Na época 2010-2011:

Integrou a equipa de Seniores do JDM, em Futebol 11. Joga na posição de médio-ofensivo ou avançado.

 

 

 

Qual é o seu clube preferido?

Futebol Clube do Porto.

 

Qual o seu ídolo do futebol?

Jorge Costa ; Alessandro Del Piero.

 

Como avalia a época 2010-2011?

Para ser sincero foi francamente má a nível desportivo. A única coisa que se tirou de bom foi sem dúvida o convívio e as amizades que se fizeram e fortaleceram. 

 

Tem uma licenciatura na área do desporto. Entende que as competências adquiridas no curso podem contribuir para a sua valorização como jogador?

Na minha modesta opinião, penso que os estudos na área da Educação Física e Desporto favorecem claramente a minha evolução enquanto jogador, atleta da modalidade de futebol, mas como em tudo na vida, sem muita prática a teoria pode valer muito pouco ou nada.

 

Gostava de assumir o comando técnico de uma equipa? Qual seria o escalão para o qual te sentiria mais motivado?

Sim, já vivenciei essa experiência e gostei bastante. Em relação ao escalão poderia ser qualquer um, dando preferência no fut-7 ao escalão de Infantis, pois já treinei escolas, e todos os escalões de fut-11, por ser uma novidade para mim.

 

Complete a frase:Na próxima época vou… tentar trabalhar no duro todos os treinos e jogos, para que a minha resposta para o ano em relação à avaliação da época 2011-2012 seja totalmente contrária à deste ano.

 

Que mensagem quer transmitir aos nossos visitantes do blog?

Essencialmente que todos os monchiquenses, sócios e simpatizantes apoiem a equipa e o clube cada vez mais e mais, para que assim, todos juntos consiga-mos elevar o nome da Juventude Desportiva Monchiquense e da Vila de Monchique a uma grandeza que se equipare à beleza desta região algarvia.

 

publicado por jdmonchiquense às 09:11
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Sexta-feira, 12 de Agosto de 2011

João Pedro Conceição em entrevista

 

FICHA BIOGRÁFICA

Nome completo:

João Pedro Duarte Conceição

Idade: 24

Profissão:

Licenciado em Gestão. Funcionário do CHB Algarvio.

Na época 2010-2011:

Integrou a equipa de Seniores do JDM, em Futebol 11. Joga na posição de médio.

 

 

Qual é o teu clube preferido?

Benfica.

 

Qual o teu ídolo do futebol?

Figo.

 

Como avalias a época 2010-2011?

A classificação final não foi a desejada, contudo é sempre positivo ter a oportunidade de praticar desporto, ainda mais com a camisola do JDM. 

 

Terminaste recentemente o curso superior na área da Gestão. Tiveste a necessidade de conciliar  a vida profissional e de estudante universitário com o futebol. Foi difícil?

Foi difícil conciliar a vida académica com o futebol, o trabalho nunca foi um obstáculo.

 

Completa a frase:

Na próxima época vou… dedicar-me com afinco, coisa que nestes últimos anos não me tem sido possível.

 

Que mensagem queres transmitir aos nossos visitantes do blog?

Gostaria que todos os monchiquenses apoiassem e acreditassem mais no JDM.

 

publicado por jdmonchiquense às 22:06
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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2011

Rafael Alves Inácio em entrevista

FICHA BIOGRÁFICA

Nome completo:

Rafael Alexandre Alves Inácio 

Idade: 15 anos

Profissão:

Estudante. Concluiu o 10.º ano de escolaridade.

Na época 2010-2011:

Integrou a equipa de Juniores do JDM, em Futebol 11. Joga na posição de avançado.

 

 

 

Qual é o teu clube preferido?

O Benfica e o JDM.

  

Qual o teu ídolo do futebol?

Gosto de muitos jogadores, não tenho um ídolo em especial.

 

Como vai a escola?

Correu razoavelmente bem, agora vou para o 11.º e espero conseguir fazer melhor.

 

Qual é a tua disciplina preferida?

Educação física e Biologia.

 

Como avalias a época 2010-2011?

A época de 2010/2011 não começou da melhor maneira, tivemos algumas dificuldades para construir uma equipa, mas ao longo da época a equipa foi-se formando e conseguímos obter alguns bons resultados e fizemos bons jogos. Agradeço à equipa técnica e à Direcção que se esforçaram para conseguir formar esta equipa, com muito empenho.

 

Completa a frase:

Na próxima época vou… continuar a vestir a camisola do JDM, se for possível, espero ajudar e irei empenhar-me para que tudo corra bem.

 

Que mensagem queres transmitir aos nossos visitantes do blog?

Que apoiem este clube. Que ajudem no que puderem, porque este clube está a crescer, temos uma boa Direcção, que está a fazer o que pode para que todos os dias o clube continue em frente.

 

 

publicado por jdmonchiquense às 22:38
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Terça-feira, 9 de Agosto de 2011

Ivo Nunes em entrevista

 

FICHA BIOGRÁFICA

Nome completo:

Ivo Alexandre Monteiro Nunes

Idade: 26

Profissão:

Bombeiro.

Na época 2010-2011:

Integrou a equipa de Seniores do JDM, em Futebol 11. Joga na posição de lateral direito, defesa central ou médio defensivo.

 

 

Qual é o teu clube preferido?

Juventude Desportiva Monchiquense e Benfica.

 

Qual o teu ídolo do futebol?

Não tenho ídolo, mas gosto muito do Ruben Amorim e do Javi Garcia.

 

Como avalias a época 2010-2011?

Para mim foi o regresso ao futebol, sete anos depois do último jogo oficial e logo ao clube em que iniciei os primeiros passos no mundo do futebol, mas também foi uma época muito complicada para nós, pois algumas coisas não correram tão bem como todos desejávamos, por culpa de todos nós, e, por isso, não foi muito positiva a nível desportivo para o clube. Mas a nível pessoal foi muito positiva. 

 

É difícil conciliar a vida profissional com o futebol.

Sim é muito complicado, pois a minha profissão ocupa-me muito tempo e trabalho por turnos, mas com esforço e dedicação tudo se consegue.

 

Completa a frase:

Na próxima época vou… lutar para que o nome do Monchiquense volte a ser respeitado a nível sénior.

 

Que mensagem queres transmitir aos nossos visitantes do blog?

Pois espero que todos apoiem o Monchiquense, desde os mais pequenitos até aos maiores, e lembre-se que é fácil criticar mas fazer é mais difícil, por isso peço a todos que em vez de criticar se juntem a nós e nos apoiem para fazermos algo bonito pelo nosso clube.

 

publicado por jdmonchiquense às 20:28
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Segunda-feira, 8 de Agosto de 2011

João Carlos Matos em entrevista

FICHA BIOGRÁFICA

Nome completo:

João Carlos Palma Gonçalves de Matos

Idade: 17 anos

Profissão:

Estudante.

Na época 2010-2011:

Integrou a equipa de Juniores do JDM, em Futebol 11. Joga na posição de lateral esquerdo.

 

 

 

Qual é o teu clube preferido?

Benfica sempre. Mas quando jogo pelo Monchiquense tenho amor à camisola e tento dar sempre o meu melhor em campo, para que a minha equipa consiga ter sempre o melhor resultado, embora isso nem sempre seja possível.

 

Qual o teu ídolo do futebol?

David Luiz, sem dúvida! A energia dele é contagiante.

 

Como avalias a época 2010-2011?

Eu penso que fizemos uma boa época. Derivado das situações que ocorreram ao longo da época, na minha opinião foi uma boa época, sempre com um capitão que nos dava apoio. A estreia de André Filipe como capitão, para mim, foi uma surpresa, mas ele soube desempenhar essa função da melhor forma possível.

 

Completa a frase:

Na próxima época vou… esforçar-me ao máximo para levar este grande clube o mais longe possível. (Se permanecer por cá).

  

publicado por jdmonchiquense às 21:46
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Segunda-feira, 1 de Agosto de 2011

Paulo Conceição em entrevista

FICHA BIOGRÁFICA

Nome completo:

Paulo Jorge Duarte Conceição

Idade: 14 anos

Profissão:

Estudante. Concluiu o 8.º ano de escolaridade.

Na época 2010-2011:

Integrou a equipa de Iniciados do JDM, em Futebol 11. Joga na posição de guarda-redes.

 

 

 

Qual é o teu clube preferido?

Acho que todos os atletas das camadas jovens da 2.ª divisão distrital têm sempre dois clubes. Os meus são o Monchiquense e o Benfica.

 

Qual o teu ídolo do futebol?

Iker Casillas.

 

Como vai a escola?

Passei agora para o 9.º ano. Agora estou de férias, mas sei que podia ter corrido melhor.

 

Qual é a tua disciplina preferida?

Educação física.

 

Como avalias a época 2010-2011?

Foi das melhores épocas que já fiz. Só tenho a agradecer à Direcção, à equipa técnica e aos meus colegas de equipa por me terem proporcionado uma época tão boa como esta. Mas podíamos ter ficado melhor classificados se não fossem outros factores.

 

Completa a frase:

Na próxima época vou… dar o meu melhor. Sei que com a próxima equipa podemos ficar tão bem classificados ou melhor ainda, se ficarmos unidos.

 

Que mensagem queres transmitir aos nossos visitantes do blog?

Acho que a população de Monchique devia apoiar mais os atletas do Monchiquense. Se as pessoas forem ver os jogos, os atletas ganham mais convicção e dão tudo o que têm dentro de campo para ganhar os jogos.

 

 

publicado por jdmonchiquense às 08:51
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Quarta-feira, 27 de Julho de 2011

Jorge Jesus em entrevista

 

FICHA BIOGRÁFICA

Nome completo:

Jorge Filipe Abel de Jesus 

Idade: 15 anos

Profissão:

Estudante. Concluiu o 8.º ano de escolaridade.

Na época 2010-2011:

Integrou a equipa de Iniciados do JDM, em Futebol 11. Joga na posição de defesa-central.

 

 

 

Qual é o teu clube preferido?

Benfica e JDM.

 

Qual o teu ídolo do futebol?

Fábio Cannavaro.

 

Como vai a escola?

Correu tudo como eu previa, mas no entanto tenho de melhorar.

 

Qual é a tua disciplina preferida?

Educação física.

 

Como avalias a época 2010-2011?

Tivemos alguns problemas com a arbitragem e a falta de policiamento, que acabaram por influenciar os nossos resultados, mas acima de tudo foi positiva. Também tivemos muitos problemas que surgiram ao longo da época, mas foram devidamente ultrapassados com a ajuda do mister.

 

Completa a frase:

Na próxima época vou… esforçar-me ao máximo para que possa evoluir, ajudando assim a equipa. E para que possamos chegar ao fim do campeonato bem classificados.

 

Que mensagem queres transmitir aos nossos visitantes do blog?

Que apoiem ainda mais o nosso clube, para que nesta terra possamos ter o orgulho de dizer que temos um Grande Clube.

 

 

publicado por jdmonchiquense às 09:31
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Segunda-feira, 25 de Julho de 2011

Bruno Reis em entrevista

FICHA BIOGRÁFICA

Nome completo:

Bruno Filipe Marques dos Reis 

Idade: 13 anos

Profissão:

Estudante. Concluiu o 7.º ano de escolaridade.

Na época 2010-2011:

Integrou a equipa de Iniciados do JDM, em Futebol 11. Joga na posição de guarda-redes.

 

 

 

Qual é o teu clube preferido?

Monchiquense, seguido pelo SL Benfica.

 

Qual o teu ídolo do futebol?

Iker Casillas.

 

Como vai a escola?

Este ano vai boa, passei para o 8.º ano.

 

Qual é a tua disciplina preferida?

Educação física.

 

Como avalias a época 2010-2011?

Muito boa.

 

Completa a frase:

Na próxima época vou… tentar melhorar e dar tudo o que tenho para dar.

 

Que mensagem queres transmitir aos nossos visitantes do blog?

Continuem a apoiar o JDM e que pratiquem desporto.

 

 

publicado por jdmonchiquense às 08:45
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Domingo, 24 de Julho de 2011

João Cereja em entrevista

 

FICHA BIOGRÁFICA

Nome completo:

João Pedro da Conceição Cereja 

Idade: 18 anos

Profissão:

Estudante. Concluiu o 12.º ano de escolaridade.

Na época 2010-2011:

Integrou a equipa de Juniores do JDM, em Futebol 11. Joga na posição de Defesa Central.

 

 

 

Qual é o teu clube preferido?

Monchiquense, está claro! Mas também gosto muito da Selecção Nacional de Rugby.

 

Qual o teu ídolo do futebol?

Paulo Futre.

 

Como vai a escola?

A escola vai bem, com boas notas e agora irei prosseguir estudos para a universidade.

 

Qual é a tua disciplina preferida?

Estudo do Meio.

 

Como avalias a época 2010-2011?

Foi uma época de estreias, relativamente a técnicos, jogadores e fusões de escalões até, tendo o início sido bastante complicado, devido a factores tais como carência de espírito de grupo, coesão e alguma "rebaldaria" até. Porém, à medida que o tempo foi passando, o trigo ia sendo separado do joio, a equipa melhorou o rendimento (dentro de campo e nos treinos) e alguns resultados começaram a aparecer, terminando assim a época numa respeitável posição. Com mais uma "colheradas" de trabalho e dedicação anda melhores resultados teriam sido obtidos.

 

Completa a frase:

Na próxima época vou… tentar acompanhar as novidades deste clube, apesar de já não tão presente como anteriormente, com muita pena minha.

 

Que mensagem queres transmitir aos nossos visitantes do blog?

Nunca desistam de apoiar o JDM pois este tudo faz para vos proporcionar excelentes tempos de desporto, convívio (podem perguntar, por exemplo, ao Roberto Medronho, conhecido atleta do clube), e companheirismo. O Monchiquense é, de facto, um clube grande!

 

publicado por jdmonchiquense às 11:18
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